Cultura organizacional

Qual o conceito de liderança você pratica na sua empresa?

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No dia 30 de setembro foi o aniversário do consultor e escritor brasileiro Vicente Falconi, e eu estava em busca de uma frase que melhor retratasse sua contribuição para nós aqui na Forlogic, para homenageá-lo em nossas redes sociais.

Escolhi a frase em que ele conceitua a LIDERANÇA:

Líder é aquele que bate meta com sua equipe de forma ética”.

Líder é o responsável pelo engajamento e gerenciamento das pessoas. Sua função é resolver problemas e definir metas, produzindo resultados.

Meta é a força motriz para o desenvolvimento da empresa, a curto e longo prazo. As metas de curto prazo são as etapas para alcançar as metas de longo prazo, que devem ser desafiadoras o bastante para motivar a inovação.

A equipe trabalha para alcançar metas. É ela que move a empresa em direção aos resultados, através da instrução do líder. Inclusive, quando a equipe não está batendo metas, é uma evidência de que o líder não está direcionando-as como deveria.

A ética é o amor ao próximo. Qualquer atitude que prejudique o semelhante, hoje ou no futuro, não é uma atitude ética.

Portanto, a liderança é um processo que depende dos líderes e da equipe para trazer resultados e impulsionar o crescimento da empresa de forma ética. O líder deve orientar a equipe para a realização das metas, tomando atitudes que não causem dano para colaboradores, clientes, fornecedores, acionistas, sociedade, e todos os outros stakeholders.

Infelizmente, algumas empresas se esquecem deste conceito ao longo da sua trajetória em busca do sucesso.

Recentemente, vimos no noticiário o caso que ganhou repercussão como o “Escândalo da Volkswagen”. Depois da denúncia feita por entidades especializadas na proteção do meio ambiente, a empresa assumiu que criou um software para burlar a fiscalização de emissão de poluentes, permitindo que mais de 11 milhões de veículos fossem aceitos no mercado mesmo liberando gases poluentes em níveis até 40 vezes maiores que o limite permitido por Lei.

O trabalho, desde a elaboração do software até a sua utilização no motor do veículo, envolveu milhares de operários, técnicos, engenheiros e gestores, em todos os níveis hierárquicos da empresa, que utilizaram a tecnologia como manobra de fuga à legislação, com o objetivo de alcançar o diferencial competitivo e aumento das vendas.

Certamente, essa estratégia possibilitou que a meta fosse atingida, visto que no ano passado a empresa se tornou líder do ranking mundial de vendas.

Mas se a empresa bateu a meta com a equipe, qual foi o erro?

O que muitos líderes se esquecem é que a equipe, os resultados e a ética são um tripé para o sucesso da organização. A Volkswagen bateu meta com a equipe, mas não foi ética.

O maior erro foi a falta de gerenciamento pelas pessoas que diziam estar na liderança, pois não conduziram o processo para que o conhecimento da equipe fosse aplicado de maneira ética. Mesmo que os líderes não soubessem sobre a finalidade do software, erraram no engajamento das pessoas com os valores organizacionais.

Este pequeno ato trouxe grandes consequências para a empresa: as ações estão perdendo valor de mercado, todos os automóveis afetados necessitarão de recall, a linha de produção precisará de readequação, multas estimadas em bilhões de dólares poderão ser aplicadas devido ao descumprimento das leis regulamentadoras, entre tantas outras.

Assim, mesmo que supere os prejuízos financeiros, a empresa abalou a confiança dos stakeholders, e perdeu parte de sua reputação.  Ninguém pode avaliar o quanto a organização será afetada de fato, mas uma boa reputação não é construída da noite para o dia. Ou seja, este é o início de um longo caminho que a Volkswagen terá de trilhar para se reerguer.

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