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PBQP-H e as Mudanças do Siac

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Em dezembro de 2012, o Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e obras da Construção Civil (Siac) responsável por gerenciar o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), realizou mudanças no regimento aplicável a empresas da área de construção civil. Hoje, vamos comentar um pouco sobre algumas dessas mudanças.

Para quem não sabe, o PBQP-H foi criado com intuito de padronizar o nível de qualidade do setor de construção civil, e além de trazer benefícios para as organizações que a adquirem tanto em relação a processos quanto a custo, também são pré-requisito para participação em licitações, programas de habitação como por exemplo: Minha Casa Minha Vida.

Vou comentar 3 principais mudanças resumidamente e de forma simples, mas conto com os comentários de vocês para enriquecermos o assunto.

1 – Sobre os Níveis  

Antes, haviam 3 níveis para a obtenção do PBQP-H, o Nível de Adesão; basicamente o envio da Declaração de Adesão para o Siac, Nível B; que corresponde a implementação de 77%  dos requisitos da norma, Nível A; que corresponde a 100% dos requisitos implementados.

Agora, não há mais o Nível de Adesão, ficando apenas o Nível B e Nível A, ou seja, as empresas que ainda estão no período de adesão deverão migrar ou para o nível B ou A.

2 – Novos indicadores

Entraram para lista de indicadores obrigatórios da qualidade algumas métricas relacionadas a sustentabilidade. Veja abaixo quais são e suas fórmulas respectivas:

Indicador de geração de resíduos ao longo da obra.

formula1

Indicador de geração de resíduos ao final da obra.

formula2

Indicador de consumo de água ao longo da obra.

formula3

Indicador de consumo de água ao final da obra.

formula4

Indicador de consumo de energia ao longo da obra.

formula5

Indicador de consumo de energia ao final da obra.

formula6

O Siac não define metas pois o desempenho vai ser diferente dependendo da obra e da construtora, mas é obrigatório o monitoramento.

Uma dica para monitorar indicadores com formulas e ter esses dados mensais e acumulados de maneira prática é utilizando o Forlogic Indicators, um software desenvolvido para Gestão de Indicadores.

3 – Sobre os Resíduos sólidos.

O termo 7.1.1 diz que no plano de Qualidade da Obra deverá ser feita uma definição dos destinos adequados para os resíduos sólidos e líquidos produzidos pela obra, que respeitem o ambiente e estejam de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e legislações vigentes. Dessa forma, fica bem claro que deve se preocupar não só em passar para um terceiro a responsabilidade do descarte de resíduos, mas que esse terceiro deve ter um destino adequado.

Esse tema é bem polêmico, pois há cidades que não há lugares adequados para esse descarte, mas é importante que haja uma preocupação com esse fator, já que a sustentabilidade tem pesado muito nas questões ambientais do país.

Houve mais mudanças significativas para quem vai se certificar e pra quem já é certificado, relacionado a Qualificação de Fornecedores, quantidade mínima de serviços de execução controlados em andamento no momento de auditoria, entre outros. Para ver as mudanças na integra acesse o site do PBQP-H que é a fonte oficial sobre o mesmo.

Para uma orientação mais precisa sobre a Certificação do PBQP-H, indicamos a Templum Consultoria.

Iremos discutir mais sobre isso aqui no Blog da Qualidade, façam suas considerações e fiquem ligados!

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