MASP (Método de Análise e Solução de Problemas) – parte 1

O MASP (Método de Análise e Solução de Problemas) é um processo de melhoria que apresenta 8 etapas, sendo que cada uma delas contribui para a identificação dos problemas e a elaboração de ações corretivas e preventivas para eliminá-los ou minimizá-los.

Este método auxilia os gerentes na solução de problemas, fornecendo subsídios para analisá-los e priorizá-los, identificando situações  que não foram bem definidas e exigem atenção. Estabelece rápido controle das situações e planeja o trabalho que será realizado, apresentando respostas que ajudam na priorização de problemas que exijam atenção, dividindo-o em partes para ser analisado.

SEQUÊNCIA DO MASP

  1. Problema: identificar o problema;
  2. Observação: apreciar as características do problema;
  3. Análise: determinar as causas principais;
  4. Plano de ação: conceber um plano para eliminar as causas;
  5. Ação: agir para eliminar as causas;
  6. Verificação: confirmar a eficácia da ação;
  7. Padronização: eliminar definitivamente as causas;
  8. Conclusão: recapturar as atividades desenvolvidas e planejar para o futuro.

Vamos analisar um exemplo do MASP em uma tabela orientativa que apresenta as etapas e uma descrição do seu funcionamento:

Ficam as perguntas:
Você consegue imaginar o MASP em utilização na sua empresa?
Já utiliza ou utilizou o MASP? Como foi a experiência?

 

 * Nota: Este post foi publicado originalmente no dia 05 de Junho de 2012. 

 

REFERÊNCIAS

CAMPOS, VICENTE FALCONI. Controle da Qualidade Total (no estilo japonês). Belo Horizonte: DG Editors, 1999.

GARVIN, David A. Gerenciando a qualidade: a visão estratégica e competitiva. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

MATTOS, Ronaldo. Dissertação: Análise crítica de uma metodologia de solução de problemas na prestação de serviços. UFSC,1999.

Autor(es): Jeison Arenhart De Bastiani

Sobre o(s) autor(es)

Jeison
Jeison Arenhart De Bastiani
Diretor Executivo da ForLogic Software, um dos criadores do Qualiex, editor do "Blog da Qualidade, é Tecnólogo em Sistemas de Informação, Especialista em Gestão da Produção e Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR. Mais informações sobre mim através do twitter @jeisonab, Facebook ou do Google+.
  • Maria Inês

    Gostei muito do assunto postado. Estou cursando Engenharia de produção e já me apaixonei pela disciplina Normalização e Certificação da Qualidade. Trabalho na área de produção e já comecei a implantar o MASP no meu setor.

  • http://www.qualiex.com.br Jeison

    Bom dia Marina Inês, que bom que você já começou a utilizar o MASP onde trabalha!

    Fique a vontade para nos contar sobre sua experiência e principalmente pelos resultados que vem obtendo.

    Um forte abraço,

    • Giovani Francelino

      Prezados,

      Bom dia,

      Venho trabalhando e implementando o MASP em paralelo com as ferramentas da qualidade nas empresas em que atuei e que atuo.
      Sou Coordenador de Gestão da Qualidade de Processo e Fornecedores e percebo que boa parte das empresas que recebem alguma reclamação da qualidade e são exigidas para que identifiquem a causa raíz, bem como implementem as devidas ações corretivas sobre os problemas não sabem utilizar o MASP de forma consistente e eficaz.
      O meu contato inicial com os profissionais destas empresas é sempre com a área de vendas e é muito difícil obter uma análise bem fundamentada sobre os problemas em questão.
      Em um segundo momento sempre recorro aos profissionais da área da qualidade para suprir as minhas necessidades quando o assunto é análise e solução de problemas, mas mesmo assim ainda percebo um certo despreparo geral.
      Como forma de monitoramento deste tipo de situação alimento uma informação em uma planilha de controle onde marco se o RAC (RELATÓRIO DE AÇÃO CORRETIVA) foi respondido de forma correta no primeiro envio pelo meus fornecedores.
      Com base nisto consigo coletar dados com o objetivo de fazer uma análise estatística e fortalecer as estratégias de desenvolvimento aplicadas aos fornecedores da minha empresa visando montar um programa de treinamento específico sobre o assunto.
      O que vocês fazem para lidar com este tipo de problema?

      Att,
      Giovani Francelino

  • Rosemary Azevedo

    Caro Jeison,

    Estou fazendo um estudo sobre a aplicação do MASP em um processo de minha empresa porém tenho algumas dúvidas originadas deste estudo. Gostaria de se possível contar com sua experiência para obter as respostas de que preciso.
    1. Alguns autores apresentam que o MASP foi originado do QC Story, porém no Brasil, o método está inserido no ciclo PDCA. Qual a relação histórica do QC Story com PDCA?
    2. Na solução de problemas, como definir quando usar as ferramentas da qualidade no ciclo PDCA e quando usar a metodologia MASP? Qual a diferença entre ambos?
    3. Qual a característica básica de um problema para que se escolha o MASP como método para solucioná-lo?

    Obrigada!

    • http://www.forlogic.net/ Jeison Arenhart De Bastiani

      Bom dia Rosemary,
      vou tentar ajudar com meu pouco conhecimento… vamos lá.
      Sobre sua primeira pergunta (relação histórica) isso, teremos que pesquisar, pouco sei sobre a história da utilização do MASP no QC Story, mas já li que veio de lá.

      Sobre a segunda questão, quem usa o MASP está usando o PDCA, o segundo post desse tema fala disso: http://www.blogdaqualidade.com.br/masp-metodo-de-analise-e-solucao-de-problemas-parte-2

      Sobre a terceira questão, um problema deve utilizar o MASP quando seu impacto for significativo para o negócio

      Um forte abraço, e continue comentando.

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  • Ricardo Santos

    Olá, em questão de ferramenta para detecção da causa raiz de um problema acho mais produtiva a ferramenta 5 Porquês.
    Após a detecção da causa raiz é só usar o RAC – Relatório de ação corretiva que vai terminar o ciclo PDCA.

    • http://www.forlogic.net/ Jeison Arenhart De Bastiani

      Olá Ricardo, eu gosto muito também dos 5 Porquês, acho uma ótima ferramenta.
      mas é uma questão de método e “perfil” cada um escolhe algo que gosta mais, além de existirem alguns casos em que uma ferramenta se adapta melhor que outra.

      O mais importante é manter o foco na detecção real da causa raiz e da execução das atividades do plano de ação.

      Obrigado pelo comentário.
      abraço,