Estratégia empresarial

Execução: a importância de executar

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Passei 2015 inteiro tentando responder porque alguns planos falham e porque algumas coisas não acontecem. Nesse caminho fiz uma porção de treinamentos, li vários livros e estudei bastante. Assisti uma palestra do ex-CEO de uma multinacional, que elevou o faturamento da empresa 10 vezes em um período de 12 anos, e, depois de ouvir suas orientações e dicas de como guiou a empresa e conversar com pessoas de diferentes empresas, eis que surgiu o problema na minha frente: execução.

Execução? Mas o importante não é definir os planos estratégicos? Todo fim do ano fazemos o planejamento, definimos as estratégias, os sonhos, promessas, metas e números. Os esforços são concentrados em definir o caminho que será seguido ou examinar se estamos no caminho definido. Isso é importante e fundamental para a empresa, mas não é tudo.

No ótimo livro “Execução: a disciplina para atingir resultados”, de Larry Bossidy e Ram Charan, tem uma frase que ilustra o que eu quero discutir nesse artigo:

“Execução é fundamental para a estratégia, e deve moldá-la. Nenhuma estratégia que valha a pena pode ser planejada sem levar em conta a habilidade da organização em executá-la”.

Li, reli e por fim entendi que essa frase diz tudo, por si só. Ela resumiu o que passei quase um ano tentando entender e que vou discutir em uma série de artigos que vão se suceder aqui no blog. Mas para entender, vamos dividi-la em duas partes, primeiro:

Execução é fundamental para a estratégia, e deve moldá-la”.

Você sempre ouviu falar que a estratégia é quem guia o negócio, certo? Então, como a execução pode moldar a estratégia? Puxe pela memória: quando falamos de estratégia sempre associamos a imagem de uma bússola, e nas apresentações da gerência, jornal da empresa e materiais do RH essa bússola está presente.

Se você tem uma bússola e a aponta para o lugar certo, você sabe onde vai. Então você tem disponível um Carro off-road 4×4, e começa a executar o projeto de ir para o lado que a bússola está apontando, até que você chega no mar. E agora? Vai entrar no mar com o carro? Será que a sua estratégia estava errada?

Vamos para a segunda metade:

Nenhuma estratégia que valha a pena pode ser planejada sem levar em conta a habilidade da organização em executá-la”.

Ou seja, não adianta uma ótima estratégia, ou uma ótima bussola, como no exemplo, se a capacidade de executar não for considerada. Para cruzar um oceano, é mais conveniente usar um avião ou transatlântico, e então, basta mudar a execução: não ir mais de carro. Agora, se sua única opção é ir de carro e não tem tempo hábil para mudar essa execução, a estratégia de usar uma bússola para cruzar o mar simplesmente não vai funcionar e você vai precisar de uma nova estratégia. É aqui que encontramos a resposta para nossas perguntas: a estratégia é moldada pela execução.

É bom perceber que não é questão de definir o que é mais importante: é claro que a estratégia deve nortear os caminhos da empresa, mas a execução está intimamente ligada a estratégia, e isso, por mais óbvio que pareça, muitas vezes fica esquecido. Algumas estratégias fracassam nas empresas pelo simples fato de que não podem ser executadas nas condições que elas têm!

Por esse motivo, este é o primeiro post de uma série de artigos em que vamos falar de execução, e não apenas da execução da nossa estratégia, mas também dos planos de ação que temos no dia a dia.

 

Veja outros artigos da Trilha de Artigos sobre “Execução”.

#01: Execução: A importância de executar

#02: Execução: Quem executa NÃO é só o operacional!

#03: Execução: Por que o tático deve ser bilíngue?

#04: Execução: Seja o exemplo de execução!

#05: Execução: Executar é mais que iniciativa, é acabativa!

#06: Sua equipe executa o tanto que deveria?

#07: Execução: Eu não quero ser coiote!

 

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