A técnica dos 5 Porquês

Os processos organizacionais na maioria das vezes são eficientes, mas isso não significa que não apresentem nenhum tipo de problema. Quando o problema aparece, precisamos identificar sua causa para que possamos resolvê-lo. Desta forma, uma técnica que teve origem no Japão e é utilizada pelas organizações é o 5 Porquês.

Essa técnica serve para detectar a principal causa de um defeito ou problema, onde perguntamos 5 vezes o motivo de seu acontecimento. No entanto, não é necessário que sejam feitas exatamente 5 perguntas, desde que se chegue a real causa do problema.

Vamos ver como é simples utilizar a técnica dos 5 porquês:

EXEMPLO

Problema: Produto com defeito

POR QUE o produto apresentou defeito? Porque houve problemas na fabricação.

POR QUE houve problemas? Porque a máquina apresentou defeito.

POR QUE a máquina apresentou defeito? Por falta de manutenção.

POR QUE não foi realizada manutenção? Porque o responsável não sabia sobre os cuidados necessários que deveria tomar com a máquina.

POR QUE não sabia? Porque seu gerente não passou as instruções.

É importante notar como a técnica é simples e apresenta resultados interessantes. No exemplo, o problema do defeito no produto era falta de coaching por parte da gerência de manutenção. Veja como a causa (falta de treinamento na área de manutenção), estava distante do problema (produto com defeito), mas ligada diretamente a ele.

Sabendo agora onde está o problema é mais fácil traçar um plano para sua correção. Um dos segredos dos 5 porquês, é responder as perguntas da forma correta e com critérios investigativos.

É importante considerar os 5 porquês como uma ferramenta que possui limitações, pois fazer 5 perguntas não significa uma análise detalhada do problema investigado. É um método muito simples e deve ser utilizado juntamente com outros, como o diagrama de Ishikawa.

 

REFERÊNCIA

GLASSER, William. Administração de liderança: qualidade e eficácia com uma moderna técnica de gerenciamento: a teoria do controle. Editora Best Seller, 1. ed., 1994.

 

Autor(es): Jeison Arenhart De Bastiani

              Rosemary Martins

Sobre o(s) autor(es)

Meire
Rosemary Martins
Administradora de Empresas, Pós-graduada em Comportamento Organizacional e Recursos Humanos, Mestre em Engenharia da Produção e Sistemas. Você também pode encontrar mais informações sobre meus posts no meu perfil do Google+
Jeison
Jeison Arenhart De Bastiani
Diretor Executivo da ForLogic Software, um dos criadores do Qualiex, editor do BlogdaQualidade.com.br, é Tecnólogo em Sistemas de Informação, Especialista em Gestão da Produção e Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR. Mais informações sobre mim através do twitter @jeisonab, facebook www.facebook.com/jeisonab ou do Google+.
  • Douglas Danilo

    Essa técnia é muito boa mesma, mas não pode ser usada de forma, nos processos de solução de problemas, uma vez que as respostas podem ser indutivas e conduzidas para o foco que quem esta respondendo pode conduzir. O ideal é utiliza-la junto com outras ferramentas da qualidade, como já citado diagrama de causa-efeito, entre outras.
    Parabéns pelo artigo !!!

  • Pingback: Tratar uma NC não é corrigir um problema… : Blog da Qualidade

  • joão junior

    tive um gerente que usava muito essa tecnica! e funcionava !!