Cultura organizacional

A responsabilidade de fazer a estratégia acontecer!

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Fiquei muito feliz quando me chamaram para escrever para o eBook Liderança Transformadora, de onde esse artigo foi retirado, e estou muito contente de publicá-lo aqui no Blog. Escolhi um tema que está muito presente na minha rotina e que quando não realizado da maneira correta acaba se tornando um grande problema.

Me chamo Antônio Neto, essa é a minha segunda passagem no Grupo Forlogic, onde estou há 4 anos. É nessa passagem que comecei a atuar ativamente como Liderança e atualmente vejo isso com dois focos diferentes: a primeira no operacional, com uma equipe de Desenvolvimento de Sistemas e Qualidade de Software, e; a segunda bem estratégica com a Gestão de Portfólio de Projetos.

Se você faz parte de uma Liderança ou se até mesmo já fez treinamentos para isso, em algum momento você deve ter aprendido que uma das competências mais valorizadas e utilizadas desse papel é a Comunicação, pois estamos envolvidos com pessoas o tempo todo, então essa competência se torna fundamental para manter tudo conectado em prol de conquistar o mesmo objetivo.

Um clássico jogador de meio-campo

Adoro futebol e, por consequência disso, também gosto de fazer analogias com esse esporte que é tão popular. A partir do momento que você começa a exercer um papel de liderança, você passa a atuar no meio-campo, um clássico camisa 10 que tem a função de receber a bola recuperada pela defesa e transformar o significado desse trabalho em uma jogada para o atacante fazer o gol!

É muito claro para mim que a função da liderança tem a responsabilidade de conectar tudo que é executado no operacional com os objetivos estratégicos que são estabelecidos pela organização. Nesse meio de campo você começa a dar significado e importância para quem executa o trabalho e por consequência um alinhamento entre todas as partes da empresa.

Conectar é um grande desafio, a necessidade de estar atento em diversos interesses é fundamental: são interesses pessoais, setoriais e organizacionais. A importância na conexão é porque, no fim das contas, o objetivo tem que ser o mesmo para todos, embora com execuções, ferramentas e caminhos distintos.

E quando não existe essa conexão? Possivelmente teremos problemas relacionados a expectativas não atendidas e, por não ter um significado construído, podemos até mesmo sofrer com a falta de comprometimento (o famoso engajamento), porque o motivo pelo qual o trabalho está sendo executado não está claro para as pessoas.

A hora do jogo

E como é isso na prática? Nada fácil, porém, necessário! Vou usar um exemplo real que temos aqui na Forlogic para explicar melhor o que que eu estou querendo expressar.

A Forlogic tem um objetivo estratégico muito forte em seu Mapa Estratégico que é “Conquistar Fãs” (inclusive faz parte da Visão da empresa). Durante minha atuação como Líder da Gestão de Portfólio de Projetos, tenho que fisgar projetos que podem transformar a intenção de conquistar fãs em ações efetivas, porém a forma que comunico a importância da execução desses projetos fazem com que outras lideranças “comprem” esses projetos para que sejam executados com a ajuda de suas equipes em suas áreas, ou seja, para que entre nas suas rotinas de trabalho.

Sendo assim, quando o time estratégico, composto por Direção e Lideranças, chega a conclusão, junto com o Portfólio de Projetos, que o lançamento de um novo produto ajudará a conquistar novos fãs entre os nossos clientes; eu, agora como líder da equipe de desenvolvimento, reúno todos da equipe e passo esse novo projeto para eles, explico os motivos e o porquê de que ele ter sido definido como fundamental para o momento.

Se o trabalho é apenas imposto para o restante do pessoal, provavelmente terei uma equipe trabalhando sem a intenção real do objetivo da conquista de Fãs, e provavelmente estaremos vivendo em um trabalho que não alcançará os objetivos que foram propostos lá atrás, nas reuniões estratégicas. Por consequência, temos todos os lados envolvidos insatisfeitos e frustrados e com o objetivo cada vez mais longe de ser conquistado.

Portanto, se erramos na forma que comunicamos nossa “prestação de contas” no início do processo, é muito provável que entremos num ciclo de bola de neve e os erros vão passar a ser consecutivos, e a intenção de encantar o cliente e, por consequência, conquistar fãs, não passará de apenas um desejo.

Reforçando: alinhamento e comunicação são a chave!

Gostaria de terminar essa minha contribuição recomendando para que nós líderes estejamos sempre muito atentos em dar direcionamento no que nossas equipes estão realizando em suas rotinas de trabalho para, assim, garantir suas execuções na busca de um objetivo bem maior.

Temos que deixar claro para as pessoas o que esperamos e qual é a real intenção, qual o porquê, de as coisas serem executadas. Sem essa significação, com certeza o engajamento entre todos que fazem parte de uma organização em prol de um grande objetivo será dificultado. Precisamos ter foco na forma como comunicamos o que a direção espera de resultados para nossas equipes e para a Direção mostrar como o trabalho executado por eles está colaborando na conquista dos bons resultados.

[EBOOK] Liderança Transformadora

No eBook Liderança transformadora, que fala um pouco sobre a visão que a ISO 9001:2015 tem sobre Liderança (comentando todos os requisitos do item 5), tem esse e mais alguns depoimentos escritos por outros líderes aqui da Forlogic contanto como nós trabalhamos rotineiramente para engajar equipes e executar as tarefas para alcançar mais resultados.  Vale a pena  ler!

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