Cultura organizacional

O que sua empresa pode aprender com o futebol?

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Meu marido é fanático por futebol. Lá em casa ou assistimos o Campeonato Brasileiro, ou o Discovery Kids, como não gosto de futebol, então praticamente já decorei a programação do canal infantil da semana. Entretanto, numa noite dessas, me dei o trabalho de assistir parte de um jogo qualquer que meu marido assistia.

Ao ver o estádio lotado, a torcida gritando pelo time que entrava em campo, lembrei de um empresário que há um tempo conheci e que sempre dizia:

“Quem dera aqui na minha empresa ter pessoas tão comprometidas como são quando estão torcendo pelo seu time. Alguém já viu ex-torcedor? Isso não existe! Mas existe ex-funcionário, ex-cliente… Então, não importa o que a gente faça por eles, nunca é suficiente.”

Ao lembrar desta frase, comecei a analisar a “sistemática do futebol”, e mesmo sem apreciar este esporte, me dei conta de que há muito para aprender com ele.

Podemos começar observando a sistemática de contratação da equipe. No futebol, os jogadores são todos talentosos, caros, e os clubes muitas vezes mesmo sem dinheiro, acham que vale a pena investir nestes talentos para agradar a torcida (seus clientes), e consequentemente atingir melhores resultados (melhorar a posição na tabela) pela soma dos talentos que compõem o time.

Depois, vem a escolha do técnico/treinador, que é a liderança da equipe. Os clubes procuram neles experiência, títulos conquistados, conhecimento, e claro, o valor que “cobram” pelo serviço, e se o time vai mal no decorrer dos jogos, quem é demitido é o técnico.

Mas, e nas empresas, como isto funciona? Como esta “sistemática” funciona na sua empresa?

O que eu tenho notado, é que a maioria das empresas estão contratando pessoas sem avaliar talentos, e este é primeiro erro. O segundo, está na escolha da liderança, que raramente é bem pensada e avaliada, geralmente este cargo é ocupado pelo tempo de emprego, pelo conhecimento da operação que a pessoa tem, e não pela habilidade de gerenciar pessoas.

No futebol, se o time vai mal quem é demitido é o técnico, porque os clubes acreditam que têm os melhores talentos e, cabe ao líder (técnico/treinador) identificar o melhor de cada um e saber colocar cada jogador na sua melhor posição, para obter os melhores resultados.

Já nas empresas, se o desempenho do negócio vai mal, geralmente é porque os funcionários são incompetentes. Então, há um troca-troca de funcionário, uma rotatividade absurda, quando quem devia mesmo ser responsabilizado pelo mal desempenho da empresa, assim como no futebol, é a liderança. Por isso, é preciso que as lideranças aprendam a se Re-Inventar a cada dia, para que consigam lidar com as diferentes gerações e explorar o melhor de cada um, obtendo assim, excelentes resultados para o negócio.

A maneira ideal de estimular todo o potencial da sua equipe é engajando-os com o trabalho, e existem várias formas de fazer isso: os processos da sua empresa devem apoiar as pessoas, o monitoramento e acompanhamento que o líder faz deve ser adequado, contexto emocional deve ser trabalhado, as competências devem ser desenvolvidas, e assim por diante.

Para abordar as maneiras de dar resultado através das pessoas, escrevi o livro “Re-Inventar a Liderança: um desafio diário”. Nele, compartilho algumas práticas que poderão transformar seu conceito de liderança e trarão insights que ajudará você a ter mais resultados com a sua equipe.

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