Cultura organizacional

“Dia 30 – Bati a meta!”

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Nossa, amanhã já é dia 30! O mês está acabando e ainda não batemos nossa meta. Vamos ter de fazer horas extras, mudar as estratégias, contatar mais clientes, baixar os preços, fazer promoções, enfim, precisamos atingir a tão sonhada meta. Quem nunca se viu numa situação destas?

Quem nunca recebeu uma ligação no final da tarde dos últimos dias do mês oferecendo milhões de vantagens para que você mude para um plano de dados melhor que o seu? Ou um plano de TV a cabo com mais canais? É a síndrome do fim do mês fazendo mais e mais vítimas!

Chega o dia 30, e meta de vendas que é bom, nada! Aí o desespero começa a tomar conta, o gerente fica louco e começa a dar descontos como nunca antes na história deste país (e me desculpem pelo plágio!). Algo familiar?

Ao ler estes parágrafos logo acima, você pode pensar: “Aqui na empresa é assim também!” Ou ainda pensar: “Em todo lugar é assim!”

Desculpe, mas discordo de você! Se é deste jeito, é porque queremos que seja. Todos os 30 dias do mês são exatamente iguais e tem as mesmas 24 horas. Por que não dividir esta correria, esta tensão, este aperto ao longo do mês inteiro? Será que não seria menos, digamos, difícil?

No próximo dia primeiro do mês, faça diferente. Ao invés de aguardar como será o desempenho ao longo do mês para então agir, que tal construir um planejamento e uma estratégia para alcançar este resultado sem tanta correria. Por que não verificar os indicadores e tomar medidas previamente planejadas e estudadas na medida em que as dificuldades ocorrem?

Quando se constrói um planejamento adequado, leva-se em conta uma série de fatores e possibilidades e ações são estabelecidas para cada fator, o que ajuda a mitigar os problemas de forma preventiva. Além disso, estudam-se possíveis cenários que podem vir a ocorrer e, com isto, planos de ação preventivos e corretivos para as possíveis situações.

Com um planejamento bem construído, resta monitorar o resultado, caso ele não seja alcançado, verificar quais as ações previamente planejadas podem ser adotadas e corrigir os rumos ao longo do processo. Caso nenhuma das ações resolva a questão posta, é hora de reunir o mesmo grupo que construiu o planejamento e desenvolver ações que possam auxiliar no tratamento da causa fundamental do problema. Sem “achismos” e sem arroubos. Sem ações desesperadas para fazer tudo em pouco tempo, com alto grau de risco e baixas chances de acerto.

Já no próximo dia 01, quando for refazer o planejamento para o mês que se iniciará, a causa não considerada deve ser incluída nos estudos e as lições aprendidas também. Afinal, bem mais importante do que acertar é entender o que te levou a acertar, onde errou e em que tudo aquilo pode te ajudar no futuro. Quem não aprende com os próprios acertos e erros está fadado a não chegar a lugar algum.

Você pode estar pensando: “Mas isto tudo é muito lento” ou mesmo “Não é intuitivo fazer dessa forma” ou “Será que vai dar certo?” Deixo para você uma reflexão: da forma como foi feito até hoje, foi bom? Funcionou? Teve 100% de acerto? É o que você pensa como ideal?

Caso suas respostas sejam SIM, não há porque mudar; do contrário, se não começarmos um processo de mudanças, nunca saberemos os resultados que ele nos trará.

Fica o desafio: tenho certeza que o seu próximo dia 30 pode ser bem mais fácil! Depende de você. E aí, mãos à obra?

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